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    Leite não recupera! Será?

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    Um estudo investigou a relação entre o consumo de leite no pós-treino e a capacidade de recuperação. Esse estudo foi publicado no periódico Nutrients, em dezembro de 2019, mostra que o consumo de 500mL de LEITE (em comparação à solução de carboidrato), por parte de atletas do sexo feminino, após o protocolo envolvendo sprints máximos, saltos, tarefas de agilidade, mesclado com trotes e caminhadas.

    1) ATENUOU (de forma discreta) a perda de torque na flexão do joelho (effect size 0.45-0.61),

    2) MELHOROU (de forma discreta) o desempenho dos sprints de 5m e 10m (effect size 0.30-0.58) durante o período de recuperação.

    Explicação dos autores: “O “effect size” do efeito positivo do leite de vaca na função muscular pós-exercício foi pequeno a moderado. A quantidade de proteína fornecida nos 500 ml de leite foi de 17 g, resultando em uma ingestão de 0,26 g / kg. Essa baixa ingestão geral e relativa de proteínas pode não ter uma síntese proteica estimulada ao máximo. Está abaixo do limiar recomendado de 20 g para estimulação máxima da síntese protéica [32] e substancialmente menor que os 40 g recentemente encontrados com maior benefício que 20g após o exercício de corpo inteiro [33]. Investigações futuras devem estar cientes disso.”

    Comentários: Apesar da tentativa de “demonizar” o LEITE, as evidências reforçam que esse alimento é nutritivo, versátil e potencialmente relevante para a nutrição esportiva. O fato de excluir o LEITE da sua dieta não o torna um melhor (ou pior) ser humano, mais (ou menos) evoluído. LEITE é “apenas” um alimento, uma ótima fonte de proteína e cálcio.

    Por mais que os DOTÔ DE RARVARDI gritem, por mais que os DOTÔ INFLAMATÓRIOS chorem, a evidência tá aí.

    Texto: @saldanha.usp

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    Maria Fernanda

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