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    MECANISMO BIOLÓGICO

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    Os mecanismos biológicos envolvidos no exercício físico vão muito além de gasto energético e surgem como uma pílula segura, confiável e econômica não só na prevenção, bem como no tratamento de doenças. O presente artigo avalia a relação entre níveis extremos de exercício físico, associado a hábitos alimentares e microbiota intestinal, discutindo os possíveis mecanismos no qual o exercício pode exercer uma influência direta ou indireta na microbiota intestinal. Ultimamente a capacidade do exercício de permitir uma conversa entre músculo esquelético e vários outros órgãos como cérebro, osso, fígado, intestino, tecido adiposo torna-se cada vez mais reconhecido.
    A plasticidade muscular relacionada ao treinamento deriva de um complexo conjunto de processos biológicos. No particular, a PGC-1a é expresso abundantemente no músculo esquelético e tem papel fundamental na adaptabilidade específica em resposta à resistência ou treinamento de força. A PGC-1a regula a biogênese mitocondrial dentro do ME e tem como alvo uma ampla gama de fatores de transcrição em tecidos distantes, com vários efeitos adjacentes. Um estudo avaliou um time de futebol internacional irlandês de rugby durante um treinamento na Copa do Mundo, onde se monitorou ingestão alimentar e atividade física, ou seja, atletas profissionais, operando no extremo do desempenho humano, sendo usados como modelo para explorar as inter-relações entre dieta, microbiota e exercício físico e discutir possíveis mecanismos pelo qual o exercício pode influenciar a microbiota.
    Embora uma relação causal direta entre exercício e composição ou função microbiana intestinal não foi estabelecida, além de estar indissociavelmente ligada a ajustes alimentares, vários potenciais mecanismos pelos quais a atividade física e fitness pode modificar a microbiota foram discutidos. O exercício está relacionado a uma diversidade de respostas biológicas, incluindo uma influência que pode modificar o eixo cérebro-intestino-microbiota, nas interações metabólicas da dieta-microbiota-hospedeiro, nas interações neuro-endócrinas e neuro-imunes. Muito se sabe que o exercício aumenta o tônus do nervo vago, que é anti-inflamatório e imunomodulador, representando um meio indireto pelo qual as condições do exercício modifica a composição da microbiota.
    Além disso, níveis plasmáticos de metabólito de quinurenina, que estão fortemente correlacionados com a depressão, estão sujeitos à influência da expressão de PGC-1a1 relacionada ao exercício. Atualmente não está claro se existe uma resposta à dose entre níveis de exercício e alterações benéficas na composição ou função microbiana. Independente disso, a prescrição de exercícios é cada vez mais reconhecido como um tratamento eficaz para diversos distúrbios, reforçando a potencial influência do exercício sobre o eixo cérebro-intestino-microbioma.
    #intestino #atleta #microbiota #mfpionutri #andrelopes

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